Casa da Palavra - Notícias http://www.casadapalavra.com.br Casa da Palavra - Notícias 2010 Casa da Palavra - Todos os direitos reservados pt-br Lançamento Nietzsche - filósofo da suspeita <p>O livro, que inaugura a Cole&ccedil;&atilde;o Casa do Saber dentro do cat&aacute;logo da editora, re&uacute;ne as reflex&otilde;es da professora de Filosofia Contempor&acirc;nea da USP sobre aquele que &eacute; um dos tra&ccedil;os mais marcantes de Nietzsche: o questionamento permanente.</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=270 Sat, 03 Jul 2010 00:00:00 -0400 Canções do Rio, A cidade em letra e música <p>Se o Brasil &eacute; um pa&iacute;s musical, o que se pode dizer da capital fluminense? &ldquo;A Rua do Ouvidor resume o Rio de Janeiro&rdquo;, afirmou nosso escritor maior, Machado de Assis. Dizer que o Rio de Janeiro, por sua vez, resume o Brasil seria uma tremenda injusti&ccedil;a. Mas n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel deixar de reconhecer que as mais diversas formas de express&atilde;o musical que tiveram lugar no Rio guardam estreita rela&ccedil;&atilde;o com outras regi&otilde;es do pa&iacute;s &ndash; seja importando temas, sonoridades e personagens, seja, de algum modo, fornecendo inspira&ccedil;&atilde;o. A obra organizada por Marcelo Moutinho mostra como os diversos g&ecirc;neros musicais trataram a Cidade Maravilhosa, da &ldquo;&eacute;poca de ouro&rdquo;do in&iacute;cio do s&eacute;culo passado ao funk dos nossos dias. De simples cen&aacute;rio a tema central, o Rio de Janeiro foi cantado e decantado no morro e no asfalto, da idealiza&ccedil;&atilde;o &agrave; den&uacute;ncia, provando que a m&uacute;sica, mesmo quando &ldquo;inocente&rdquo;, n&atilde;o &eacute; apenas estimulante emocional.</p><p>HHH (Altamente recomend&aacute;vel)</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=271 Fri, 02 Jul 2010 00:00:00 -0400 Ciência & arte <p>&Eacute; verdadeiro deleite para os olhos o rec&eacute;m-lan&ccedil;ado livro Flora brasileira &ndash; Hist&oacute;ria, arte &amp; ci&ecirc;ncia (Casa da Palavra). Organizado pela jornalista Ana Cec&iacute;lia Impellizieri Martins, re&uacute;ne textos de quatro autores sobre diferentes aspectos da riqueza bot&acirc;nica do Brasil, desde as primeiras pesquisas cient&iacute;ficas realizadas no pa&iacute;s. N&atilde;o bastasse a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es, a obra &eacute; recheada com centenas de belas ilustra&ccedil;&otilde;es e fotos de &eacute;pocas e vertentes distintas.<br /><br />Cruzamento de arte, hist&oacute;ria e ci&ecirc;ncia, o livro re&uacute;ne pesquisadores que s&atilde;o refer&ecirc;ncia em se tratando da riqueza de plantas brasileiras. Come&ccedil;a com Lorelai Kury e Magali Romero S&aacute;, ambas historiadoras e professoras da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Elas se aprofundam na an&aacute;lise do que fizeram os cientistas e viajantes brasileiros e estrangeiros que por aqui passaram e em como isso determinou a produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento no pa&iacute;s nos anos seguintes.<br /><br />Diretor-executivo da ONG Conserva&ccedil;&atilde;o Internacional do Brasil e professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, F&aacute;bio Rubio Scarano tra&ccedil;a, na sequ&ecirc;ncia, &uacute;til panorama da flora nacional, passeando pelos principais biomas do pa&iacute;s: Amaz&ocirc;nia, caatinga, cerrado, Pantanal, mata atl&acirc;ntica, pampa e mar.<br /><br />O historiador Jos&eacute; Augusto P&aacute;dua assina interessante texto sobre a import&acirc;ncia da flora na forma&ccedil;&atilde;o da identidade brasileira. Por fim, a historiadora Vera Beatriz Siqueira evidencia a influ&ecirc;ncia do rico cen&aacute;rio natural brasileiro em diferentes movimentos art&iacute;sticos que tiveram lugar no Brasil.<br /><br />Para ver Por suas quase 170 p&aacute;ginas &eacute; poss&iacute;vel encontrar reprodu&ccedil;&otilde;es de obras de artistas e documentos de artistas e pesquisadores de todas as &eacute;pocas: de Debret, Rugendas, Taunay e Von Martius &agrave; pintora carioca Beatriz Milhazes. Tamb&eacute;m foram contemplados Marc Ferrez, Marcel Gautherot, C&iacute;cero Dias, Almeida J&uacute;nior, Oswaldo Goeldi, Burle Marx, Margaret Mee, Frans Krajcberg, Guignard e Iber&ecirc; Camargo, entre outros.<br /><br />A vista do Corcovado e da Lagoa Rodrigo de Freitas observada da Boa Vista da G&aacute;vea, pintura de Louis Bouvelot, &eacute; simplesmente linda, bem como as representa&ccedil;&otilde;es das esp&eacute;cies Abutilon rufinerve e Caryocar brasiliense, inclu&iacute;das em publica&ccedil;&otilde;es de Saint-Hilaire, com grande riqueza de detalhes. H&aacute;, ainda, impressionantes imagens extra&iacute;das de Flora brasiliensis, de Von Martius: a cl&aacute;ssica vis&atilde;o de &iacute;ndios abra&ccedil;ando gigantesca &aacute;rvore amaz&ocirc;nica est&aacute; l&aacute;, bem como a de uma cachoeira na regi&atilde;o de Sabar&aacute;.<br /><br />H&aacute; menos fotografias que ilustra&ccedil;&otilde;es, mas elas marcam presen&ccedil;a not&aacute;vel. Vale mencionar as imagens feitas pelo norte-americano Dana Merril na Estrada de Ferro Madeira-Mamor&eacute;, em Rond&ocirc;nia; o bel&iacute;ssimo retrato de dom Pedro II sentado em meio &agrave;s plantas, feito pelo fot&oacute;grafo portugu&ecirc;s Joaquim Insley Pacheco; e o grafismo hipnotizante da foto de uma folha de carna&uacute;ba feita por Marcel Gautherot.<br /><br /><strong>FLORA BRASILEIRA &ndash; HIST&Oacute;RIA, ARTE &amp; CI&Ecirc;NCIA</strong><br />De Ana Cec&iacute;lia Impellizieri Martins<br />Casa da Palavra, 168 p&aacute;ginas, R$ 120</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=268 Wed, 09 Jun 2010 00:00:00 -0400 Baía dos porcos <p>Um dos cen&aacute;rios mais espetaculares do mundo sofre com o crescente despejo de esgoto e lixo nas suas &aacute;guas &mdash; e os 10 milh&otilde;es de pessoas que vivem ao seu redor s&atilde;o os maiores respons&aacute;veis por essa situa&ccedil;&atilde;o</p><p>&nbsp;</p><p>Os primeiros viajantes europeus no s&eacute;culo XVI n&atilde;o economizaram elogios em seus relatos. Todos se encantaram com a combina&ccedil;&atilde;o de tonalidades cristalinas, praias de areias brancas e montanhas cobertas por matas exuberantes. Para alguns, era uma esp&eacute;cie de materializa&ccedil;&atilde;o da ilha de Utopia, rec&eacute;m-descrita pelo ingl&ecirc;s Thomas More no livro de mesmo nome publicado em 1516 &mdash; um para&iacute;so perdido onde o homem poderia conviver em comunh&atilde;o com a natureza. S&eacute;culos depois, a Ba&iacute;a de Guanabara continua a encantar visitantes de todo o mundo, mas suas &aacute;guas e praias, como mostra a foto que ilustra estas p&aacute;ginas, viraram dep&oacute;sitos para todo tipo de detrito. No ano passado, foram retiradas do complexo hidrogr&aacute;fico 3 000 toneladas de res&iacute;duos, volume equivalente ao de 1 000 caminh&otilde;es da Comlurb (e isso em apenas cinco de seus dezoito rios e afluentes). S&atilde;o peda&ccedil;os de autom&oacute;veis, sof&aacute;s, garrafas, liquidificadores, bonecas e outros exemplos nada &oacute;bvios de lixo de origem dom&eacute;stica. Os dejetos foram recolhidos em ecobarreiras, montadas pelo Instituto Estadual do Ambiente em uma tentativa de reduzir o volume da imund&iacute;cie. &ldquo;&Eacute; necess&aacute;ria uma a&ccedil;&atilde;o urgente para reverter essa situa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz o engenheiro florestal Axel Grael, que desenvolve um trabalho de conscientiza&ccedil;&atilde;o ambiental. A preocupa&ccedil;&atilde;o tem fundamento. De acordo com o projeto ol&iacute;mpico, ali ser&atilde;o disputadas as provas de iatismo. Como faltam cerca de seis anos para a competi&ccedil;&atilde;o, seria oportuno come&ccedil;ar um programa de despolui&ccedil;&atilde;o agora. Afinal, iniciativas de tal magnitude costumam levar alguns anos. &ldquo;Para que os Jogos n&atilde;o virem motivo de vergonha, temos de limpar essa sujeira logo&rdquo;, completa Grael, dono de um sobrenome com tradi&ccedil;&atilde;o no esporte.<br /><br />Nesse caso, o emprego da palavra &ldquo;temos&rdquo; n&atilde;o &eacute; meramente ret&oacute;rico. Durante muito tempo, as grandes vil&atilde;s eram as empresas instaladas no entorno da ba&iacute;a. Com o aprimoramento da legisla&ccedil;&atilde;o e para evitarem o desgaste na imagem associado aos problemas ambientais, a situa&ccedil;&atilde;o mudou. Muitas companhias passaram a adotar procedimentos de tratamento de res&iacute;duos industriais, e seu despejo nas &aacute;guas diminuiu consideravelmente. Hoje, o panorama de total desleixo &eacute; fruto de uma combina&ccedil;&atilde;o nefasta entre ina&ccedil;&atilde;o das autoridades p&uacute;blicas e, principalmente, falta de higiene dos moradores do Grande Rio. Joga-se de tudo ali.</p><p><table width="180" cellspacing="0" cellpadding="1" border="0" bgcolor="#990000" align="right"> <tbody> <tr> <td> <table width="190" height="86" cellspacing="0" cellpadding="5" border="0"> <tbody> <tr> <td><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong><font color="#ffffff">Veja tamb&eacute;m</font></strong></font></td> </tr> <tr bgcolor="#ffffff"> <td> <table width="100%" cellspacing="0" cellpadding="1" border="0"> <tbody> <tr> <td><img width="15" hspace="1" height="13" align="absmiddle" alt="" src="http://veja.abril.com.br/vejinhas_2002/imagens/setVermDirB.gif" /><font size="1" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><strong> <a target="_blank" href="http://vejabrasil.abril.com.br/public/assets/revista/rio-de-janeiro/2165/pop_o-retrato-do-descaso.html">O retrato do descaso </a></strong></font></td> </tr> </tbody> </table> </td> </tr> </tbody> </table> </td> </tr> </tbody></table>A convite de VEJA RIO, o arquiteto Andr&eacute; Piva analisou o material retirado do fundo do Iraj&aacute;, um dos afluentes que desembocam na Ba&iacute;a de Guanabara, e criou, em menos de duas horas, um ambiente equipado com televis&atilde;o, mesa, telefone, impressora, computador, ventilador, brinquedos e at&eacute; um pufe (veja o quadro na p&aacute;g. 30). &ldquo;Achei que fosse encontrar apenas sacos e garrafas de pl&aacute;stico&rdquo;, surpreendeu-se Piva. Naquela localidade, onde foi montada uma barreira de conten&ccedil;&atilde;o, havia nada menos que trinta televisores. &ldquo;Precisamos nos preocupar com a origem do lixo e sua destina&ccedil;&atilde;o. Est&aacute; na hora de mudarmos nosso comportamento radicalmente&rdquo;, diz Dora Negreiros Hess, presidente do Instituto Ba&iacute;a de Guanabara, que desenvolve programas de conscientiza&ccedil;&atilde;o ambiental.<br /><br />Diariamente, os 10 milh&otilde;es de habitantes da regi&atilde;o metropolitana produzem cerca de 1,5 milh&atilde;o de litros de esgoto. Desse total, apenas 25% &eacute; tratado. Pelos c&aacute;lculos da Secretaria Estadual de Ambiente, seria necess&aacute;rio pelo menos 1,2 bilh&atilde;o de reais para elevar o &iacute;ndice de tratamento a 60% at&eacute; 2013 &mdash; recursos que, por enquanto, n&atilde;o existem. Pesquisa realizada pela ONG Instituto Trata Brasil, divulgada h&aacute; duas semanas, d&aacute; uma dimens&atilde;o de quanto h&aacute; para ser feito. Em um ranking que classifica a situa&ccedil;&atilde;o de saneamento b&aacute;sico nas 81 cidades brasileiras com popula&ccedil;&atilde;o acima de 300 000 habitantes, foram avaliados nove munic&iacute;pios fluminenses (Nova Igua&ccedil;u, S&atilde;o Gon&ccedil;alo, S&atilde;o Jo&atilde;o de Meriti, Belford Roxo, Duque de Caxias, Petr&oacute;polis, Campos, Rio de Janeiro e Niter&oacute;i). Entre eles, o &uacute;ltimo teve a melhor performance. Nos demais, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; aterradora, a come&ccedil;ar pela pr&oacute;pria capital, que ficou apenas na 46&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o, dez posi&ccedil;&otilde;es abaixo da registrada no ranking do ano passado. Os quatro representantes da Baixada Fluminense, os primeiros citados acima, est&atilde;o classificados entre os dez piores do pa&iacute;s. &ldquo;Essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma vergonha&rdquo;, diz Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil.</p><p>A experi&ecirc;ncia de outros pa&iacute;ses comprova que despoluir a Ba&iacute;a de Guanabara est&aacute; longe de ser um desafio intranspon&iacute;vel. H&aacute; uma d&eacute;cada, os australianos mostraram ao mundo como &eacute; poss&iacute;vel limpar um ambiente degradado em um espa&ccedil;o de tempo relativamente curto. No in&iacute;cio dos anos 90, eles lan&ccedil;aram um ambicioso programa de avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento das praias da Ba&iacute;a de Sydney como forma de prepar&aacute;-las para a Olimp&iacute;ada de 2000. Na ocasi&atilde;o, detectaram que a maior fonte de imund&iacute;cie eram as &aacute;guas pluviais, que carregavam a sujeira das ruas e a levavam para o mar. A partir da&iacute;, investiram 1,6 bilh&atilde;o de d&oacute;lares em um projeto chamado Government&rsquo;s Waterways Package, iniciado em 1997, que teve como objetivo recolher toda a chuva e armazen&aacute;-la em um gigantesco piscin&atilde;o, o Northside Storage Tunnel. Uma vez estocada, a &aacute;gua era posteriormente tratada antes de ser lan&ccedil;ada no complexo hidrogr&aacute;fico. Com isso, o &iacute;ndice de polui&ccedil;&atilde;o da Praia de North Steyne, que em 1989 tinha uma concentra&ccedil;&atilde;o de 1 887 unidades de coliformes fecais por 100 mililitros, caiu para quatro unidades dez anos depois. Esfor&ccedil;os e resultados semelhantes aconteceram em T&oacute;quio e em rios europeus como o T&acirc;misa, de Londres, e o Sena, de Paris. &ldquo;Apesar de tudo, a ba&iacute;a tem uma alta capacidade de regenera&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz o ocean&oacute;grafo Jos&eacute; La&iacute;lson Brito J&uacute;nior, coordenador do laborat&oacute;rio de mam&iacute;feros aqu&aacute;ticos da Uerj. &ldquo;Se os despejos forem reduzidos, a chance de recupera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; bastante razo&aacute;vel&rdquo;, diz.<br /><br />Mas a falta de tempo, como mostra o rel&oacute;gio ol&iacute;mpico no in&iacute;cio desta reportagem, &eacute; um obst&aacute;culo concreto. H&aacute; efeitos, a exemplo do assoreamento, de dif&iacute;cil revers&atilde;o. Desde o s&eacute;culo XVI, a superf&iacute;cie aqu&aacute;tica da ba&iacute;a encolheu 20%, processo que segue em ritmo acelerado. Segundo c&aacute;lculos do ge&oacute;grafo Elmo Amador, s&atilde;o perdidos em m&eacute;dia 5 cent&iacute;metros de profundidade por ano. Esse valor &eacute; vinte vezes maior do que o registrado no in&iacute;cio do s&eacute;culo passado. Um passeio pela regi&atilde;o entre o norte da Ilha do Governador e Duque de Caxias, perto do lix&atilde;o de Gramacho, &eacute; suficiente para ilustrar o problema. L&aacute;, hoje em dia, podem ser percorridos a p&eacute; longos trechos em &aacute;reas onde antes havia &aacute;gua. &ldquo;&Eacute; a parte mais cr&iacute;tica. Quando a mar&eacute; est&aacute; baixa, formam-se verdadeiros loda&ccedil;ais e a circula&ccedil;&atilde;o cessa&rdquo;, diz o engenheiro Victor Coelho, autor do livro Ba&iacute;a de Guanabara &mdash; Uma Hist&oacute;ria de Agress&atilde;o Ambiental. Algumas medidas emergenciais est&atilde;o sendo tomadas. Entre elas, a dragagem do Canal do Cunha, que separa a Ilha do Fund&atilde;o do continente, e o Projeto Igua&ccedil;u, obra do PAC de drenagem e recupera&ccedil;&atilde;o das margens de rios que cortam a Baixada Fluminense. Mas de nada adiantar&atilde;o os investimentos se n&atilde;o houver uma mudan&ccedil;a de comportamento da popula&ccedil;&atilde;o. &ldquo;As pessoas precisam se conscientizar. A dragagem custa 300 milh&otilde;es de reais, mas, se a popula&ccedil;&atilde;o continuar sujando, vai ser preciso dragar de novo&rdquo;, alerta o engenheiro Paulo Canedo, do laborat&oacute;rio de hidrologia da Coppe/UFRJ. Cariocas e fluminenses sonham em aproveitar a Olimp&iacute;ada para construir uma nova cidade e um estado mais moderno. Entre outros poss&iacute;veis avan&ccedil;os, a despolui&ccedil;&atilde;o da Ba&iacute;a de Guanabara seria um &oacute;timo legado.</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=267 Wed, 19 May 2010 00:00:00 -0400 Obra mostra mitos da gravidez <p>A jornalista Ana Paula Brasil e o m&eacute;dico Ricardo Lopes Pontes enfrentam os tabus, crendices e supersti&ccedil;&otilde;es da gravidez no livro Barriga redonda, barriga pontuda (Casa da Palavra), com pref&aacute;cio de F&aacute;tima Bernardes e ilustra&ccedil;&otilde;es de Jana Magalh&atilde;es. A obra debru&ccedil;a sobre os ditos da sabedoria popular tentando dar uma vis&atilde;o cient&iacute;fica dos fatos. &Eacute; o caso da segunda barriga ser maior devido ao &uacute;tero, que se torna menos r&iacute;gido por conta da primeira. Ou ainda que as gr&aacute;vidas n&atilde;o devem tomar banho de banheira quente, para n&atilde;o elevar a temperatura do corpo e a press&atilde;o sangu&iacute;nea. Em ambos os casos, a voz do povo procede. &ldquo;Quando li Barriga redonda, barriga pontuda, percebi que a gravidez de trig&ecirc;meos fez com que eu n&atilde;o ouvisse muitas observa&ccedil;&otilde;es sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a apar&ecirc;ncia da barriga e o sexo do beb&ecirc;. Mas sobre a gravidez, a amamenta&ccedil;&atilde;o, os cuidados com o rec&eacute;m-nascido, est&aacute; tudo aqui no livro&rdquo;, comenta F&aacute;tima, cujos filhos s&atilde;o pacientes de Ricardo Lopes Pontes.</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=266 Tue, 11 May 2010 00:00:00 -0400 A partir da natureza <p>&Eacute; poss&iacute;vel desvendar a forma&ccedil;&atilde;o da identidade de um povo tendo como ponto de partida sua rela&ccedil;&atilde;o com a natureza? Pois essa &eacute; a tese de Flora Brasileira &mdash; Hist&oacute;ria, Arte &amp; Ci&ecirc;ncia. A import&acirc;ncia de nossas matas &eacute; o tema cental da obra, dividida em quatro cap&iacute;tulos escritos por diferentes autores. O aspecto hist&oacute;rico das primeiras pesquisas cient&iacute;ficas realizadas no pais sobre nossas belezas naturais &eacute; abordado pelas historiadoras Lorelai Kury e Magali Romero S&aacute;. O bi&oacute;logo F&aacute;bio Rubio Scarano &eacute; respons&aacute;vel por mapear a flora brasileira e apontar quest&otilde;es ambientais urgentes nos dias atuais. J&aacute; a import&acirc;ncia da flora brasileira na forma&ccedil;&atilde;o da identidade brasileira fica a cargo do historiador Jos&eacute; Augusto P&aacute;dua. E, para finalizar o livro, a historiadora da arte Vera Beatriz Siqueira revela a influ&ecirc;ncia da flora em diferentes movimentos art&iacute;sticos brasileiros.</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=262 Sat, 01 May 2010 00:00:00 -0400 Livro explica mitos sobre gravidez <p>Lan&ccedil;amento da Casa da Palavra, &ldquo;Barriga redonda, barriga pontuDa - &mdash; Derrubando mitos, crendices e supersti&ccedil;&otilde;es sobre a gravidez&rdquo;, da jornalista Ana Paula Brasil promete elucidar (ou tentar) as crendices que rondam a gravidez.</p><p>Com a consultoria de dr. Ricardo, a autora reuniu os mitos de gravidez mais difundidos para esclarecer o que &eacute; falso ou verdadeiro. Assim, ela acabou descobrindo que boa parte desse repert&oacute;rio da &ldquo;sabedoria popular&rdquo; &eacute; cientificamente comprovada: a segunda barriga geralmente &eacute; mesmo maior, isso devido ao &uacute;tero que se torna menos r&iacute;gido por conta da primeira gravidez; gr&aacute;vidas n&atilde;o devem tomar banho de banheira muito quente, para n&atilde;o elevar a temperatura do corpo e a press&atilde;o sangu&iacute;nea. Como se v&ecirc;, nem tudo &eacute; supersti&ccedil;&atilde;o. Mas por outro lado, alguns mitos caem: a mulher gr&aacute;vida pode fazer as unhas tranquilamente sem correr o risco de prejudicar a gesta&ccedil;&atilde;o; e n&atilde;o h&aacute; problema em dar banho no beb&ecirc; &agrave; noite, nem amamentar gripada.</p><p>Ilustrado por Jana Magalh&atilde;es, o livro ainda traz o pref&aacute;cio da jornalista F&aacute;tima Bernardes, que teve sua gesta&ccedil;&atilde;o de trig&ecirc;meos &mdash; hoje com 12 anos &mdash; acompanhada por milh&otilde;es de brasileiros. &ldquo;Quando li o Barriga redonda, barriga pontuda percebi que a gravidez de trig&ecirc;meos fez com que eu n&atilde;o ouvisse muitas observa&ccedil;&otilde;es sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a apar&ecirc;ncia da barriga e o sexo do beb&ecirc;. Mas sobre a gravidez, a amamenta&ccedil;&atilde;o, os cuidados com o rec&eacute;m-nascido, est&aacute; tudo aqui no livro&rdquo;, comenta F&aacute;tima, cujos filhos s&atilde;o pacientes de dr. Ricardo Lopes Pontes.</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=265 Fri, 30 Apr 2010 00:00:00 -0400 Passando a limpo os mitos sobre a gravidez <p>Mulheres gr&aacute;vidas ouvem coisas estranhas. Enquanto a barriga cresce, e mesmo apos o nascimento, os palpites e recomenda&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m de toda parte. E o que pode pensar a m&atilde;e quando algu&eacute;m lhe diz, com a cara mais s&eacute;ria do mundo, que o desconforto estomacal que ela sente significa que a crian&ccedil;a vai nascer cabeluda?<br />Enquanto curtia a gravidez, a jornalista Ana Paula Brasil passou a anotar tudo que ouvia, de supersti&ccedil;&otilde;es a supostas verdades salvadoras, levou a hist&oacute;ria do pediatra Ricardo Lopes Pontes e ambos escreveram um livro indispens&aacute;vel &agrave;s mam&atilde;es: &ldquo;Barriga redonda, barriga pontuda&rdquo; (Casa da Palavra, 104 p&aacute;ginas). Com pref&aacute;cio de F&aacute;tima Bernardes, m&atilde;e &ldquo;graduada&rdquo; de trig&ecirc;meos, o livro ser&aacute; lan&ccedil;ado hoje, na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.<br />&ldquo;Um dia, durante a consulta, comecei a contar ao Ricardo as coisas que ouvia, algumas vezes para tirar d&uacute;vidas, e ele come&ccedil;ou a lembrar de muitas hist&oacute;rias&rdquo;, conta Ana Paula, companheira de reda&ccedil;&atilde;o de F&aacute;tima, cujos filhos, 12 anos apos a gravidez p&uacute;blica da apresentadora do &ldquo;Jornal Nacional&rdquo;, ainda est&atilde;o sob os cuidados do pediatra Ricardo Lopes.<br />&ldquo;Ouvi coisas como a necessidade de dar presentes brancos aos beb&ecirc;s, para os dentes nascerem saud&aacute;veis. E outras, mais s&eacute;rias, como a ideia de que beber &aacute;gua durante a amamenta&ccedil;&atilde;o faz mal &agrave; crian&ccedil;a. &Eacute; o contr&aacute;rio da verdade&rdquo;, diz a autora. E Ricardo completa: &ldquo;O livro &eacute; divertido, alegre, uma leitura para relaxar. Mas tamb&eacute;m um apio para as m&atilde;es terem a no&ccedil;&atilde;o do que &eacute; verdadeiro&rdquo;.<br />Dividido em t&oacute;picos, o livro relaciona as &ldquo;teorias&rdquo; e discorre sobre elas, explicando por que s&atilde;o falsas ou verdadeiras.<br /></p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=263 Wed, 28 Apr 2010 00:00:00 -0400 O incrível mundo do azeite <p>Quem gosta de gastronomia e turismo deve separar logo um lugar na estante e outro confort&aacute;vel na poltrona para degustar Um fio de azeite &ndash; No cen&aacute;rio da &Uacute;mbria e da Toscana, novo livro em que a escritora e especialista em condimentos Rosa Nepomuceno conta sua mais recente viagem pelas duas regi&otilde;es italianas atr&aacute;s do ciclo de produ&ccedil;&atilde;o do &oacute;leo de azeitona. Lan&ccedil;ada no fim do ano passado por uma parceria das editoras Casa da Palavra e Senac Rio, a obra &eacute; uma mistura de um di&aacute;rio de viagem com descri&ccedil;&otilde;es de todas as etapas do processo de produ&ccedil;&atilde;o do azeite, com linguagem f&aacute;cil e agrad&aacute;vel. Para quem acha que tais etapas s&atilde;o simples, Rosa explica na quarta capa do livro: &ldquo;Elaborar um azeite &eacute; mais que uma arte; &eacute; um of&iacute;cio b&iacute;blico, um ritual religioso repetido por uma cadeia de gera&ccedil;&otilde;es. E deve ser cumprido com f&eacute; e dedica&ccedil;&atilde;o, no tempo certo, para que plantio, colheita e moagem das azeitonas resultem nesse &oacute;leo maravilhoso&rdquo;.<br />E foi tamb&eacute;m com dedica&ccedil;&atilde;o que Rosa se dedicou ao tour, realizado em 2008, ao lado do amigo e chef Marcelo Scofano. Ao longo de 15 dias, a dupla percorreu cidadezinhas da regi&atilde;o central da It&aacute;lia, indo a quatro produtoras de azeite &mdash; de uma min&uacute;scula, comandada por monges, a outras multinacionais com m&aacute;quinas ultramodernas. Aproveitou, &eacute; claro, para conhecer feiras, restaurantes e se hospedar em &oacute;timos hot&eacute;is.<br />A rela&ccedil;&atilde;o entre Rosa, a boa mesa e a It&aacute;lia vem de longa data. Nascida em Botucatu, interior de S&atilde;o Paulo, aprendeu em casa o quanto vale uma boa refei&ccedil;&atilde;o, e com a vizinhan&ccedil;a o quanto vale uma &agrave; italiana. &ldquo;Minha fam&iacute;lia n&atilde;o &eacute; italiana, mas sempre convivi em ambientes ligados a boa gastronomia. Meu pai cozinhava, meu av&ocirc; preparava comidas tropeiras&rdquo;, lembra. &ldquo;E com aquela regi&atilde;o tem uma presen&ccedil;a italiana muito forte, acabei tendo uma influ&ecirc;ncia muito grande dessa cultura&rdquo;.<br />H&aacute; cerca de 12 anos, apos se envolver com medicina chinesa, come&ccedil;ou a estudar a import&acirc;ncia e os diferentes usos de ervas. A pesquisa a levaria a come&ccedil;ar a criar temperos para uso pr&oacute;prio e logo chegariam pedidos para que os preparados especiais para carnes e aves tamb&eacute;m fossem postos &agrave; venda. Da&iacute; para passar a estudar todo tipo de condimento foi um pulo. &ldquo;Como diz Lu&iacute;s da C&acirc;mara Cascudo, condimento &eacute; tudo o que perfuma os alimentos. Ervas, flores, ra&iacute;zes, pauzinhos... E &oacute;leos. N&atilde;o tinha ningu&eacute;m especializado em gastronomia de condimentos na &eacute;poca, isso me abriu muitas portas&rdquo;, ela garante.<br />Em 2002, a editora Jos&eacute; Olympio a convidou para escrever um livro sobre especiarias, que saiu com o t&iacute;tulo de Viagem ao fabuloso mundo das especiarias e hoje j&aacute; est&aacute; na sexta edi&ccedil;&atilde;o. Convites para palestras e cursos come&ccedil;aram a chegar com freq&uuml;&ecirc;ncia, ela ganhou uma coluna sobre condimentos em uma revista de gastronomia, escreveu outros dois livros ligados a especiarias e se tornou consultora de condimentos e azeites numa rede de supermercados carioca.<br />Ela achou gra&ccedil;a quando come&ccedil;ou a perceber, nos lugares mais inesperados, a curiosidade das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o ao azeite. &ldquo;Como no mercado eu experimentava muitas marcas, as pessoas come&ccedil;aram a me pedir dicas. Isso acontecia com a gerente do banco, por exemplo. &Agrave;s vezes at&eacute; minha psicanalista passava 10 minutos de uma sess&atilde;o s&oacute; discutindo azeites!&rdquo;, espanta-se.</p><p>Qualidade e n&atilde;o quantidade</p><p>Da&iacute; veio o interesse em se aprofundar no assunto. A escolha pela It&aacute;lia se deveu &agrave; antiga paix&atilde;o e tamb&eacute;m por motivos pr&aacute;ticos. Embora o pa&iacute;s fique atr&aacute;s da Espanha no ranking dos maiores produtores do &oacute;leo da azeitona, os produtores se espalham por todo o seu territ&oacute;rio, ao contr&aacute;rio da na&ccedil;&atilde;o ib&eacute;rica, onde a maior parte fica concentrada na Andaluzia. Alem disso, Rosa n&atilde;o acha que quantidade compense qualidade. &ldquo;A Espanha &eacute; o maior produtor, mas isso n&atilde;o quer dizer que o pa&iacute;s tenha azeites melhores que a It&aacute;lia, que tem uma incr&iacute;vel diversidade. N&atilde;o fui atr&aacute;s de quantidade, mas sim do azeite e de seu cen&aacute;rio&rdquo;.<br />As regi&otilde;es foram escolhidas justamente pelas diferen&ccedil;as entre elas. &ldquo;A &Uacute;mbria &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o da It&aacute;lia. Fica longe do litoral, no meio de um vale, tem um clima sombrio. Ao mesmo tempo, tem uma imensa variedade de iguarias como aspargos, cogumelos e embutidos&rdquo;, lista. J&aacute; a Toscana &eacute; o oposto disso. &ldquo;Al&eacute;m de ser a capital gastron&ocirc;mica da It&aacute;lia, cheia de grelhados e tomates, a regi&atilde;o &eacute; muito solar, cheia de feiras e de vida. Lembro-me que um dia estava andando em uma cidadezinha no litoral, com muitas casinhas pequenas e, de repente, me perguntei: &lsquo;Onde estou? Em Ilh&eacute;us?&rsquo;&rdquo;, diverte-se.<br />A viagem aconteceu no in&iacute;cio de setembro, &eacute;poca do outono, imediatamente antes de come&ccedil;ar a colheita das olivas. Rosa e o companheiro de viagem, Marcelo, se conheceram no Tai Chi Chuan, quando ele ainda era comiss&aacute;rio de bordo. Hoje ele dirige a primeira escola de gastronomia da Zona Norte carioca, a Estilo Gourmet, no Graja&uacute;, e deve muito disso &agrave; Rosa, que o incentivou a seguir o curso de chefs.</p><p>Da produ&ccedil;&atilde;o artesanal &agrave; moderna</p><p>A viagem teve duas bases. Primeiro Rosa e Marcelo ficaram hospedados no hotel rural Locanda Delle Noci, numa cidadezinha chamada Marsciano, perto de Perugia. A bordo de um autom&oacute;vel Lancia prateado, conheceram tr&ecirc;s produtores de azeite na &Uacute;mbria. Come&ccedil;aram pelo processo mais antigo, numa pequena vila medieval chamada Monte Vibiano. A produtora, chamada Santo Apolin&aacute;rio, produz para atender as freguesias de Mercatello e Marsciano. A produ&ccedil;&atilde;o acontece num castelo comandado por m&atilde;e e duas filhas &mdash; fam&iacute;lia Bambini &mdash; e &eacute; tudo muito artesanal. &ldquo;O moinho tem mais de 600 anos e fica localizado num burgo. Parece um castelo mal-assombrado&rdquo;, lembra Rosa.<br />De l&aacute;, foram para o feudo vizinho, onde est&aacute; a oliv&iacute;cola Castello Monte Vibiano Vechio, tratava-se de uma produ&ccedil;&atilde;o mais moderna, tocada por jovens empreendedores que assumiram o negocio dos pais e adotaram t&eacute;cnicas com alta tecnologia. &ldquo;Eles tinham uma mentalidade mais internacional, eram poliglotas. Um deles, inclusive, arranhava um pouco de portugu&ecirc;s, que tinha aprendido com uma namorada poliglota&rdquo;. O perfil da empresa &eacute; semelhante ao de outras vin&iacute;colas europ&eacute;ias, que v&ecirc;m renovando a produ&ccedil;&atilde;o de azeites com uma produ&ccedil;&atilde;o limitada.<br />Faltavam ainda duas visitas, uma na &Uacute;mbria e uma na Toscana, as duas gigantes da exporta&ccedil;&atilde;o de azeite. Na &Uacute;mbria foram &agrave; Costa D&rsquo;Oro, que tem produtos que podem at&eacute; ser encontrados no Brasil. Na Toscana, foram at&eacute; Salov, que produz o azeite Filippo Berio, o mais consumido dos Estados Unidos. O volume de produ&ccedil;&atilde;o nos dois lugares &eacute; alt&iacute;ssimo e em ambos impressiona o tamanho de tanques, variedade dos r&oacute;tulos e extens&atilde;o das f&aacute;bricas.<br />Na Toscana, onde ficou hospedada em Lucca (Como explicar Lucca? Lucca &eacute; linda, linda, linda&rdquo;, exalta Rosa), tamb&eacute;m aproveitaram para visitar muitas feiras, Floren&ccedil;a (que est&aacute; &ldquo;lotada de turistas, insuport&aacute;vel&rdquo;, segundo a autora) e comer muito bem. O estabelecimento lembrado com mais carinho &eacute; a Buca di Sant&rsquo;Antonio, em funcionamento desde 1782 em Lucca, com pratos tradicionais e que j&aacute; recebeu nomes como o escritor Ezra Pound, o cineasta Luchino Visconti e a princesa Margareth, da Inglaterra.<br />Pouco depois, Rosa voltaria ao Brasil. A bagagem lotada de ervas e azeites, montada com a ajuda da experi&ecirc;ncia de comiss&aacute;rio de v&ocirc;o de Marcelo, foi um consolo. Descrevendo no livro como foi ao abrir a bagagem em casa, Rosa parece sonhar. &ldquo;Soltaram-se os aromas de tudo o que eu havia experimentado e apreciado nesses dias de aventura dos sentidos e do conhecimento (...). Heran&ccedil;as singelas de dias especiais&rdquo;.<br /></p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=264 Sun, 25 Apr 2010 00:00:00 -0400 Comer bem: Um fio de Azeite, de Rosa Nepomuceno <div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">A mo&ccedil;a da foto &eacute; a jornalista Rosa Nepomuceno, expert em ervas e especiarias e, mod&eacute;stia &agrave; parte, minha amiga da vida inteira, que acaba de lan&ccedil;ar o livro <em>Um fio de azeite</em> (Casa da Palavra/Senac) - e n&atilde;o &eacute; por outra raz&atilde;o que aparece acariciando folhas de oliveira na regi&atilde;o da Toscana, It&aacute;lia.</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">Rosinha fez uma viagem para fazer o livro, olha s&oacute; que maravilha. Saiu com o amigo e chef Marcelo Scofano fu&ccedil;ando, anotando, fotografando, comendo e depois organizou tudo num trabalho que se l&ecirc; babando.&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">S&oacute; para voc&ecirc;s terem uma ideia: &quot;O mundo do azeite tem vocabul&aacute;rio pr&oacute;prio, bastante rico. Diz-se que um &oacute;leo &eacute; frutado suave, m&eacute;dio ou intenso, adocicado, amendoado, amargo, picante, fresco, maduro, r&uacute;stico, elegante, delicado, leve, harmonioso,equilibrado, desequilibrado, robusto, espesso, fino. Associam-se aromas e sabores n&atilde;o apenas ao das azeitonas, mas tamb&eacute;m &agrave;s percep&ccedil;&otilde;es 'de fundo', que os italianos chamam de <em>retrogusto</em> - a ervas, folhas secas ou mato rec&eacute;m-cortado (diz-se 'herb&aacute;ceo'), a flores ('floral'), vegetais (tomate, alcachofra), frutas (ma&ccedil;&atilde; verde ou outra fruta madura, at&eacute; mesmo banana ou frutos secos, como am&ecirc;ndoas e avel&atilde;s).&quot;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">Faz lembrar a min&uacute;cia sensorial da degusta&ccedil;&atilde;o de vinhos e tem at&eacute; copinho pr&oacute;prio para degustar. Mas, ao contr&aacute;rio dos vinhos, azeite bom &eacute; azeite novo. E a&iacute; se esclarece um ponto sempre nebuloso para n&oacute;s, leigos: a acidez do azeite aumenta com a passagem do tempo. O ideal &eacute; consumi-lo num prazo de dois anos. Assim, aquela garrafinha linda e car&iacute;ssima com azeite extravirgem de acidez 0,1% que voc&ecirc; est&aacute; guardando h&aacute; tempos no arm&aacute;rio j&aacute; pode estar com muito mais acidez do que um azeite vagaba ali da esquina.</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">Outro ponto que Rosa esclarece muito bem: azeite pode perfeitamente ser aquecido at&eacute; a temperatura de 180oC sem perder suas qualidades. Acima disso faz fuma&ccedil;a, e qualquer gordura que fa&ccedil;a fuma&ccedil;a j&aacute; dan&ccedil;ou, &eacute; jogar fora e come&ccedil;ar de novo. Ela diz que os extravirgens s&atilde;o bem adapt&aacute;veis &agrave;s altas temperaturas, &quot;por sua resist&ecirc;ncia, estabilidade qu&iacute;mica e alto conte&uacute;do de antioxidantes, mas para as frituras pode-se utilizar o <em>sansa</em>&quot;. <em>Sansa</em>, explica, &eacute; a palavra italiana para definir a massa formada por caro&ccedil;os e peles das azeitonas e res&iacute;duos do &oacute;leo (de 3 a 6%) que ficam nas m&oacute;s (de pedra) ou m&aacute;quinas de prensagem; ap&oacute;s um duplo refino o &oacute;leo &eacute; misturado com azeite virgem e apresenta, nesse momento, acidez de 0,5%.</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">Recomenda&ccedil;&otilde;es importantes, entre muitas outras: na hora da compra, escolha o azeite mais jovem e d&ecirc; prefer&ecirc;ncia aos que s&atilde;o engarrafados na origem, em vidro escuro.</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">&nbsp;</div><div style="clear: both; font-family: &quot;Trebuchet MS&quot;,sans-serif; text-align: left;" class="separator">Um livro para ler degustando e presentear como se presenteia um bom azeite. De quebra, uma ep&iacute;grafe que n&atilde;o posso deixar de copiar aqui: &quot;O &ecirc;xito n&atilde;o depende da sorte, depende da escolha feita. O &ecirc;xito &eacute; um caminho, n&atilde;o um destino.&quot;</div> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=261 Sat, 17 Apr 2010 00:00:00 -0400 Comer bem: Um fio de Azeite, de Rosa Nepomuceno <p>A mo&ccedil;a da foto &eacute; a jornalista Rosa Nepomuceno, expert em ervas e especiarias e, mod&eacute;stia &agrave; parte, minha amiga da vida inteira, que acaba de lan&ccedil;ar o livro Um fio de azeite (Casa da Palavra/Senac) - e n&atilde;o &eacute; por outra raz&atilde;o que aparece acariciando folhas de oliveira na regi&atilde;o da Toscana, It&aacute;lia.</p><p>Rosinha fez uma viagem para fazer o livro, olha s&oacute; que maravilha. Saiu com o amigo e chef Marcelo Scofano fu&ccedil;ando, anotando, fotografando, comendo e depois organizou tudo num trabalho que se l&ecirc; babando.</p><p>S&oacute; para voc&ecirc;s terem uma ideia: &quot;O mundo do azeite tem vocabul&aacute;rio pr&oacute;prio, bastante rico. Diz-se que um &oacute;leo &eacute; frutado suave, m&eacute;dio ou intenso, adocicado, amendoado, amargo, picante, fresco, maduro, r&uacute;stico, elegante, delicado, leve, harmonioso,equilibrado, desequilibrado, robusto, espesso, fino. Associam-se aromas e sabores n&atilde;o apenas ao das azeitonas, mas tamb&eacute;m &agrave;s percep&ccedil;&otilde;es 'de fundo', que os italianos chamam de retrogusto - a ervas, folhas secas ou mato rec&eacute;m-cortado (diz-se 'herb&aacute;ceo'), a flores ('floral'), vegetais (tomate, alcachofra), frutas (ma&ccedil;&atilde; verde ou outra fruta madura, at&eacute; mesmo banana ou frutos secos, como am&ecirc;ndoas e avel&atilde;s).&quot;</p><p>Faz lembrar a min&uacute;cia sensorial da degusta&ccedil;&atilde;o de vinhos e tem at&eacute; copinho pr&oacute;prio para degustar. Mas, ao contr&aacute;rio dos vinhos, azeite bom &eacute; azeite novo. E a&iacute; se esclarece um ponto sempre nebuloso para n&oacute;s, leigos: a acidez do azeite aumenta com a passagem do tempo. O ideal &eacute; consumi-lo num prazo de dois anos. Assim, aquela garrafinha linda e car&iacute;ssima com azeite extravirgem de acidez 0,1% que voc&ecirc; est&aacute; guardando h&aacute; tempos no arm&aacute;rio j&aacute; pode estar com muito mais acidez do que um azeite vagaba ali da esquina.</p><p>Outro ponto que Rosa esclarece muito bem: azeite pode perfeitamente ser aquecido at&eacute; a temperatura de 180oC sem perder suas qualidades. Acima disso faz fuma&ccedil;a, e qualquer gordura que fa&ccedil;a fuma&ccedil;a j&aacute; dan&ccedil;ou, &eacute; jogar fora e come&ccedil;ar de novo. Ela diz que os extravirgens s&atilde;o bem adapt&aacute;veis &agrave;s altas temperaturas, &quot;por sua resist&ecirc;ncia, estabilidade qu&iacute;mica e alto conte&uacute;do de antioxidantes, mas para as frituras pode-se utilizar o sansa&quot;. Sansa, explica, &eacute; a palavra italiana para definir a massa formada por caro&ccedil;os e peles das azeitonas e res&iacute;duos do &oacute;leo (de 3 a 6%) que ficam nas m&oacute;s (de pedra) ou m&aacute;quinas de prensagem; ap&oacute;s um duplo refino o &oacute;leo &eacute; misturado com azeite virgem e apresenta, nesse momento, acidez de 0,5%.</p><p>Recomenda&ccedil;&otilde;es importantes, entre muitas outras: na hora da compra, escolha o azeite mais jovem e d&ecirc; prefer&ecirc;ncia aos que s&atilde;o engarrafados na origem, em vidro escuro.</p><p>Um livro para ler degustando e presentear como se presenteia um bom azeite. De quebra, uma ep&iacute;grafe que n&atilde;o posso deixar de copiar aqui: &quot;O &ecirc;xito n&atilde;o depende da sorte, depende da escolha feita. O &ecirc;xito &eacute; um caminho, n&atilde;o um destino.&quot;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=260 Sat, 17 Apr 2010 00:00:00 -0400 A bela cantada <p>&quot;O Rio &eacute; uma das cidades mais cantadas do planeta. Talvez, perca somente para Paris. O misticismo da capital francesa tamb&eacute;m fez sucumbir compositores brasileiros, mas n&atilde;o sem clara ironia: &ndash; &quot;Paris, Paris je t&rsquo;aime/, mas eu gosto mais do Leme&quot;. A rima impag&aacute;vel &eacute; do carioca Alberto Ribeiro e do mineiro Alcir Pires Vermelho.</p><p>Essa &eacute; uma das curiosidades de Can&ccedil;&otilde;es do Rio (Casa da Palavra, 134 p&aacute;gs., R$ 37), livro coordenado pelo jornalista e escritor Marcelo Moutinho. A obra oferece cinco verdadeiras aulas de geo-pol&iacute;tica musical carioca. A leitura &eacute; t&atilde;o prazerosa como ligar uma vitrola e, com um vinil caindo sobre o outro, deixar tocar o que h&aacute; de melhor. Em hi-fi.</p><p>A hist&oacute;ria da moderna m&uacute;sica brasileira come&ccedil;a no in&iacute;cio do s&eacute;culo XX. At&eacute; ent&atilde;o, fazia-se m&uacute;sica no Rio, mas n&atilde;o sobre o Rio, seus bairros, morros, favelas, praias e sua gente. Como inspiradora, a cidade encontra registros nos prim&oacute;rdios dos anos 1900, seguida da chamada &quot;era de ouro&quot;, das marchinhas, samba, bossa nova, pop, funk e rap.</p><p>Herivelto Martins, Benedito Lacerda, Jo&atilde;o de Barro, Paulo da Portela, Tom Jobim, Moacyr Luz, Paulo Cesar Pinheiro, Chico Buarque, Tim Maia, Claudinho e Buchecha e Marcelo D2 s&atilde;o, em diferentes tempos e g&ecirc;neros, alguns dos trovadores das belezas e mazelas da cidade. Ordenados cronologicamente, os ensaios s&atilde;o de Jo&atilde;o M&aacute;ximo, S&eacute;rgio Cabral, Nei Lopes, Ruy Castro, Hugo Suckman e Silvio Essinger.</p><p>Ao fim da leitura de cada m&oacute;dulo &eacute; dif&iacute;cil desligar a vitrola na nossa cabe&ccedil;a. E passamos o dia, sen&atilde;o v&aacute;rios dias, sob o dom&iacute;nio de can&ccedil;&otilde;es que viraram institui&ccedil;&otilde;es nacionais e internacionais. E descobre-se que Andr&eacute; Filho tomou emprestado do poeta maranhense Coelho Neto a express&atilde;o &quot;cidade maravilhosa&quot; para compor aquela que de tanto ser a cara do Rio foi eleita seu hino oficial.</p><p>Mas, dentre tantas, que m&uacute;sica tem a cara do Rio? Por mais refer&ecirc;ncias &agrave; cidade nas obras que entraram para a hist&oacute;ria da MPB cada um pode fazer a sua listinha intermin&aacute;vel. Como os perfumes e os sabores, a m&uacute;sica reconstr&oacute;i lugares, devolve momentos e ressuscita pessoas, principalmente se morreram &ndash; de uma forma ou de outra. Tem gente que adora dizer &quot;fulano morreu para mim.&quot; Pois sim. Est&aacute; vivinho s&oacute; que n&atilde;o d&aacute; a menor bola para quem anuncia o defunto.</p><p>Esses solavancos n&rsquo;alma causados pela m&uacute;sica ocorrem quase sempre &agrave; revelia. A pessoa n&atilde;o tem querer. J&aacute; entrou num t&aacute;xi e escutou no r&aacute;dio uma m&uacute;sica que deposita o passado no presente, ali na sua frente? E sobre o asfalto quente da cidade em pleno meio-dia de um ver&atilde;o &agrave; 2010 come&ccedil;a uma dan&ccedil;a perturbadora. Putz! Desliga isso, motorista. Ou aumenta isso, meu caro, e sil&ecirc;ncio, por favor.</p><p>Um beijo bom de sol<br />O tema &eacute; a m&uacute;sica e a cidade. Pois nenhum grupo cantou tanto o Rio como Os Cariocas chamando pelo nome a musa ou lhe rendendo honras com notas de sol e de mar. Criado em 1946, o grupo, sempre aberto &agrave;s tend&ecirc;ncias musicais, foi um dos principais int&eacute;rpretes da bossa nova e nos anos 60 era certeza de sucesso, gravando Tom, Baden, Carlos Lyra, Menescal e os irm&atilde;os Valle, entre outros tops da MPB.</p><p>Os Cariocas, liderados pelo talento de Severino Filho, remanescente da forma&ccedil;&atilde;o original, voltam com um novo &aacute;lbum neste fevereiro mais que solar. Nossa Alma Canta, clara alus&atilde;o a Samba do Avi&atilde;o, de Tom Jobim, traz 15 faixas cl&aacute;ssicas, jamais gravadas pelo hoje quarteto completado por Hernane Castro, Neil Teixeira e El&oacute;i Vicente. Destaque para E nada Mais, do saudoso Durval Ferreira e Lula Freire, e Estrada do Sol, de Tom e Dolores Duran. Neste CD, Os Cariocas ainda sacramentaram as visitas de Jo&atilde;o Donato, Milton Nascimento, Eumir Deodato e Roberto Menescal. &quot;</p><p>&nbsp;</p><p>&nbsp;</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=259 Mon, 01 Mar 2010 00:00:00 -0500 Maravilhosa e inspiradora de composições <p>No livro Can&ccedil;&otilde;es do Rio, os jornalistas S&eacute;rgio Cabral, Ruy Castro, Jo&atilde;o M&aacute;ximo, Silvio Essinger e Hugo Sukman, mais o compositor Nei Lopes, fazem um apanhado da produ&ccedil;&atilde;o carioca. Quatro deles destacam a musica emblem&aacute;tica do tema que abordam na obra.<br /><br />Nei Lopes (samba) &mdash; No fundo do Rio, de Nei Lopes e Guinga<br />&ldquo;Ela foi feita com um misto de paix&atilde;o e bronca. Moro h&aacute; dez anos em Seop&eacute;dica e de l&aacute; vejo o Rio com olhos mais realistas. &Eacute; uma cidade bonitinha e m&aacute;, que joga suas mazelas para a periferia.&rdquo;<br /><br />Hugo Sukman (MPB dos anos 60 aos 90) &mdash; Tiro de miseric&oacute;rdia, de Jo&atilde;o Bosco e Aldir Blanc<br />&ldquo;&Eacute; uma can&ccedil;&atilde;o pioneira. Ainda em 1977, quando ningu&eacute;m falava disso, Aldir conta de forma brutal a hist&oacute;ria de um personagem carioca que seria tristemente banalizado nos anos seguintes: o menino soldado do tr&aacute;fico.&rdquo;<br /><br />S&eacute;rgio Cabral (marchinhas) &mdash; Touradas de Madri, de Jo&atilde;o de Barro e Alberto Ribeiro<br />&ldquo;Tomei conhecimento dessa musica no Maracan&atilde;, durante a goleada do Brasil sobre a Espanha na Copa de 1950. Ela chegou aos meus ouvidos primeiramente como um murm&uacute;rio e, em poucos minutos, era cantada por uma multid&atilde;o de 200.000.&rdquo;<br /><br />Silvio Essinger (rap, rock e funk) &mdash; Eu sou o Rio, do Black Future<br />&ldquo;Uns malucos que batiam ponto na boate Crep&uacute;sculo de Cubat&atilde;o resolveram faze um samba-exalta&ccedil;&atilde;o. Deu no samba-punk Eu sou o Rio, um passo adiante na Copacabana Blade Runner do Fausto Fawcett.&rdquo;<br /></p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=254 Tue, 02 Feb 2010 00:00:00 -0500 Cantos que só eu sei <p>Original do Br&aacute;s, por Guilherme Studart<br />&ldquo;Tenho um dos hobbies mais deliciosos do mundo. A mais de uma d&eacute;cada, percorro os bares e botequins do Rio para degustar petiscos. Curto botequins badalados como o Bracarense, do Leblon, mas uma das maiores revela&ccedil;&otilde;es dos &uacute;ltimos anos para mim &eacute; o Original do Br&aacute;s (Rua Guapor&eacute;, 680, 21/3866-1313), quase escondido no bairro de Br&aacute;s de Pina, na Zona Norte carioca. J&aacute; elegi a empada de camar&atilde;o de l&aacute; como a melhor da cidade. Gosto de ir nos s&aacute;bados &agrave; tarde, sem hora para sair. Os donos, o Jos&eacute; Carlos e a Zilma, recebem como ningu&eacute;m, transformando o bar num lugar de onde n&atilde;o d&aacute; vontade de ir embora&rdquo;<br /><br />O economista carioca Guilherme Studart assina, h&aacute; cerca de cinco anos, o Guia Rio Botequim. A edi&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada em dezembro passado conta com uma sele&ccedil;&atilde;o de 200 botequins avaliados com cota&ccedil;&otilde;es e coment&aacute;rios.<br /><br /></p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=258 Mon, 01 Feb 2010 00:00:00 -0500 Nos campos do azeite <p>Os 350 quil&ocirc;metros ente Roma e a cidade de Viareggio, &agrave;s margens do Mediterr&acirc;neo, cruzam dois para&iacute;sos dos amantes da boa mesa, a &Uacute;mbria e a Toscana. Rosa Nepomuceno saboreou sem pressa esse roteiro, com o olhar especialmente atento &agrave;s planta&ccedil;&otilde;es que proporcionam um dos ingredientes mais valorizados pela culin&aacute;ria contempor&acirc;nea. Um fio de azeite (Editoras Casa da Palavra e Senac Rio, 2009) &eacute; uma incurs&atilde;o por olivais e velhos moinhos em que as centen&aacute;rias pedras de granito usadas para macerar as azeitonas s&atilde;o quase objetos de devo&ccedil;&atilde;o. O leitor visita produtores artesanais, provando os azeites que fazem e conhecendo os porqu&ecirc;s dos diferentes aromas e paladares. E outras li&ccedil;&otilde;es s&atilde;o dadas em passagens por feiras, mercados, trattorias e cozinhas de casas de fam&iacute;lia. Rosa Nepomuceno, que al&eacute;m de especialista em condimentos &eacute; tamb&eacute;m jornalista, detalha as diferentes classes de azeites e ensina como avali&aacute;-las. O chef Marcelo Scofano completa a obra com receitas de pratos tradicionais da Toscana e &Uacute;mbria, todos regiamente regados com os bons azeites regionais.</p> http://www.casadapalavra.com.br/noticias/index.php?cod_noticias=257 Mon, 01 Feb 2010 00:00:00 -0500