Quer cocaína? Vá à farmácia
Revista de História da BN
Livro reúne textos da época em que a droga era comercializada livremente
Na década de 1930, quem quisesse cheirar cocaína não precisaria subir os morros para comprar, era só ir à farmácia mais próxima. Isso mesmo: a droga era consumida em bares, pensões e bailes de Carnaval sem nenhuma repressão.
Cheirar, à época, era uma forma de estar ligado aos hábitos cosmopolitas da França. A história só começaria a mudar em 1938, quando a cocaína teve o uso proibido por um decreto-lei.
Beatriz Resende, professora da UFRJ especializada no modernismo, acaba de organizar uma coletânea intitulada Cocaína (Casa da Palavra, 152 pp., R$ 34,90), em que reúne textos de autores que tiveram alguma relação com a droga no começo do século XX. O livro tem prefácio do antropólogo Luiz Eduardo Soares e escritos de intelectuais como Olavo Bilac, João do Rio, Lima Barreto e Manuel Bandeira.
