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Esta coca é da boa

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Jornal do Brasil
Álvaro da Costa e Silva

 

É outra cocaína. Não este veneno que hoje se compra, a vistas tantas, em qualquer esquina - não mais apenas nas favelas e morros - da cidade do Rio. Como explica a organizadora Beatriz Resende, a intenção da coletânea de textos Cocaína é apresentar uma literatura, na maioria dos casos, excluída. "São obras que falam do gosto, importado diretamente de Paris, pelos excessos", explica Beatriz. Participam do livro editado pela Casa da Palavra autores que sofreram e de certa maneira ainda sofrem com sua recusa levada a cabo pelo movimento modernista: Olavo Bilac, João do Rio, Lima Barreto, Benjamin Costallat, Coelho Neto, José do Patrocínio Filho, Álvaro Moreyra, Théo-Filho e Chrysanthéme. Este último era o pseudônimo da jornalista e escritora Cecília Bandeira de Melo Rebelo de Vasconcelos. Os trechos do seu romance Enervadas, cujo relançamento é urgente são a delícia da coleção.