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Maravilhosa e inspiradora de composições

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Veja Rio
Livia de Almeida

No livro Canções do Rio, os jornalistas Sérgio Cabral, Ruy Castro, João Máximo, Silvio Essinger e Hugo Sukman, mais o compositor Nei Lopes, fazem um apanhado da produção carioca. Quatro deles destacam a musica emblemática do tema que abordam na obra.

Nei Lopes (samba) — No fundo do Rio, de Nei Lopes e Guinga
“Ela foi feita com um misto de paixão e bronca. Moro há dez anos em Seopédica e de lá vejo o Rio com olhos mais realistas. É uma cidade bonitinha e má, que joga suas mazelas para a periferia.”

Hugo Sukman (MPB dos anos 60 aos 90) — Tiro de misericórdia, de João Bosco e Aldir Blanc
“É uma canção pioneira. Ainda em 1977, quando ninguém falava disso, Aldir conta de forma brutal a história de um personagem carioca que seria tristemente banalizado nos anos seguintes: o menino soldado do tráfico.”

Sérgio Cabral (marchinhas) — Touradas de Madri, de João de Barro e Alberto Ribeiro
“Tomei conhecimento dessa musica no Maracanã, durante a goleada do Brasil sobre a Espanha na Copa de 1950. Ela chegou aos meus ouvidos primeiramente como um murmúrio e, em poucos minutos, era cantada por uma multidão de 200.000.”

Silvio Essinger (rap, rock e funk) — Eu sou o Rio, do Black Future
“Uns malucos que batiam ponto na boate Crepúsculo de Cubatão resolveram faze um samba-exaltação. Deu no samba-punk Eu sou o Rio, um passo adiante na Copacabana Blade Runner do Fausto Fawcett.”