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Para seguir a trilha dos heróis

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O Globo - Globinho
Willian Helal Filho

Ídolos do esporte contam sobre seus primeiros passos em livro que serve de motivação para quem sonha com as Olimpíadas

Conhecer as histórias de alguns heróis brasileiros é um bom começo para os pequenos esportistas que sonham com uma vaga nas Olimpíadas do Rio, em 2016. No recém-lançado Manual do pequeno atleta (Casa da Palavra), de Rosane Araújo, 18 ídolos, como a saltadora Maurren Maggi e o nadador César Cielo, descrevem seus primeiros passos. O judoca Flávio Canto, medalha de bronze nos jogos de Atenas, em 2004, també, está no livro e, conversando com o Globinho, deu um recado especial:
—    Faltam sete anos pra as Olimpíadas do rio. Quando comecei a lutar judô, em 1989, faltavam sete anos para os Jogos de Atlanta, e eu consegui me classificar. Tem que acreditar, traçar metas e se dedicar.
Além das Olimpíadas de Atlanta, de 1996, Flávio representou o Brasil em Sidney (2000) e Atenas (2004). Hoje, coordena  o Instituto Reação, uma ONG que ensina judô em comunidades de baixa renda. Durante as aulas e no texto que escreveu para o Manual do pequeno atleta, ele fala tanto de seus acertos quanto dos erros:
—    Você leva para a vida as situações que encara no esporte. No judô, o atleta cai e se levanta, assim como na vida. Por maior que seja o tombo, temos que estar preparados para ficar de pé outra vez.
No manual, um grupo de personagens fictícios liderados por Tico, um garoto muito esperto, vai atrás das histórias dos 18 atletas. Os jogadores de basquete Oscar Schimidt e Janeth, o craque do handebol Bruno Souza, , o ginasta Diego Hypólito, o herói dos gramados Zico e o tenista Gustavo Kuerten são algumas das feras que narram suas histórias nesse livro. O Globinho resumiu só algumas delas nesta reportagem. Divirta-se!

César Cielo: O primeiro nadador a ganhar medalha de ouro em Olimpíadas (Pequim – 2008) já foi um judoca iniciante. Vestiu um quimono pela primeira vez aos 7 anos, mas essa fase durou pouco, pois ele não gostava de esporte de contato. Aos 8, o paulista estava na piscina. César sempre foi muito obstinado e detestava perder. Hoje ele diz que já aprendeu a lidar com a derrota.

Janeth: Quando viu as veteranas Hortência e Paula defendendo o Brasil num mundial, em 1983, essa paulista de Carapicuíba se apaixonou pelo basquete. Janeth tinha 13 anos. Um ano depois, já estava na seleção paulista, praticando muito. Se, num dia de treino, acertava sem arremessos, no seguinte tentava 110. Foi toda essa dedicação que a levou à seleção brasileira, onde foi uma campeã, e ao Houston Comets, time da Liga Americana de Basquete Profissional.

Flávio Canto: Ele era baixinho e encrenqueiro, mas tudo mudou quando o pequeno Flávio, de 13 anos, viu o judoca Aurélio Miguel receber sua medalha de ouro, nas Olimpíadas de 1988, em Seul (Coréia do Sul). Ele gostava de natação, mas entrou no judô logo depois. No início, queria aprender para se defender dos grandalhões na escola, mas viu que o esporte ensinava muito mais. Graças ao quimono, Flávio se tornou autoconfiante e tranqüilo. “Quem entra no judô não briga mais”, garante ele.

Maurren Maggi: Essa brasileira de São Carlos, São Paulo, tornou-se uma heroína ao ganhar medalha de ouro no salto em distância nas Olimpíadas do ano passado, em Pequim, China. Mas as amigas do tempo de colégio não se surpreenderam. Quando pequena, Maurren era campeã de pular elástico (tinha sempre um na bolsa) e também adorava pular corda. Ela não parava quieta e, lá pelos 16 anos, achou no atletismo uma maneira de concentrar sua energia.

Diego Hypólito: Ele foi influenciado pela irmã mais velha, a ginasta Danielle Hypólito. Só que tinha um problema: Diego enxergava mal (tinha 15 graus de hipermetropia e astigmatismo). Como não gostava de óculos, o paulista competia vendo os aparelhos dobrados. Na hora do salto, enxergava duas mesas em vez de uma, e os amigos tinham que mostrar qual era a real. Hoje, ele usa lentes de contato e, assim, tornou-se bicampeão mundial no solo, em 2005 e 2006.