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O novo guia Rio Botequim já está na praça

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Juarez Becosa

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Pé-sujo, o blog do Juarez Becosa

Caro Leitor
A editora Casa da Palavra e a Memória Brasil lançaram nesta quarta-feira - com direito a festa no Circo Voador para mais de 500 pessoas, show de chorinho e petiscos do Belmonte - a sétima edição do seu Guia Rio Botequim. Estive lá, para cinco minutos de prosa com amigos do mundo da baixa gastronomia e hora e meia de fila por um autógrafo de Guilherme Studart, autor da edição deste ano.
A espera valeu a pena. O livro é uma delícia, literalmente. Graças tanto à mudança acertada do formato - que perdeu um pouco a tradicional cara de guia para tornar-se mais, digamos, um manual - quanto ao talento de Guilherme, que tive o prazer de conhecer (eu incógnito, naturalmente) na noite de autógrafos de ontem.
Guilherme não é jornalista nem escritor - apesar de mostrar, logo em seu livro de estréia, ser extremamente acurado na pesquisa e no trato à palavra. É economista do BNDES. Foi escolhido para cuidar da edição deste ano única e exclusivamente por causa da paixão e conhecimento que nutre a respeito da culinária de botequim. Graças a isso, o guia desse ano ganhou novos e interessantíssimos contornos. Em vez do bar, a estrela desta nova edição é a comida. Cada capítulo é dedicado a um prato, que o texto de Guilherme destrincha até o osso, contando tudo: como se faz, como se come, quando surgiu e, claro, onde pode ser encontrado no Rio. Um banquete, do tira-gosto ao cafezinho.
Pela imensa quantidade de informação que possui, o Rio Botequim continua sendo um excelente guia para quem pretende se aventurar pelos balcões dessa cidade maravilhosamente pródiga em bares, botecos, pés-sujos e restaurantes populares. Mas agora, o livro também pode ser lido como um romance. O meu, estou sorvendo de cabo a rabo. E com a boca salivando.